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Em 2017, INNT se moveu, mas com velocidade reduzida

30/12/2017

Murilo Lobo Braga

Talvez uma das palavras mais pronunciadas no Brasil em 2017 tenha sido “crise”. A escassez de recursos atingiu diversos setores do país, e, infelizmente, com a Ciência e a Tecnologia não foi diferente.

Fomentado por instituições como o CNPq e a Faperj, o INNT sentiu a redução de verba. O coordenador do instituto, Roberto Lent, conversou com o portal do INNT para fazer um balanço do ano que passou e comentar as perspectivas para 2018.

 

 

Que balanço você faz em relação ao instituto em 2017?

O INNT se moveu, mas com velocidade reduzida, tendo em vista a redução significativa do aporte financeiro. O CNPq repassou menos verba que o desejável, e a Faperj não fez repasses. Infelizmente, ciência não se faz apenas com ideias, mas também com recursos. Creio que todos os laboratórios integrantes do INNT continuaram a trabalhar como puderam, mas com capacidade menor de criação e execução.

Na abertura do 4º Encontro Anual do INNT, tivemos as falas de representantes do CNPq e da Faperj, que abordaram as dificuldades de financiamento. Como o instituto está lidando com as questões de fomento para o próximo ano?

Embora tivesse sido bem recebida em nosso encontro, a reunião proposta ao Marcelo Morales, diretor do CNPq, não foi realizada. Seria uma conversa entre todos os coordenadores dos INCTs em Brasília. Dessa forma, não pudemos influenciar nas tomadas de decisão sobre os cortes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. No próximo ano vamos administrar a crise — ou seja, faremos o que for possível.

O PGNET é um programa em expansão, com a primeira turma de doutorandos já em formação. Quais são as expectativas do programa para 2018?

O PGNET é uma experiência nova para todos os INCTs. Já existe um grupo aguerrido de ótimos alunos, e os resultados devem aparecer apenas em 2020, quando esta primeira turma começará a publicar trabalhos e escrever suas teses. O interesse por essa experiência é grande, mas ainda é cedo para avaliar os resultados.

De modo geral, o que você espera para o INNT em 2018?

A expectativa de todos nós é obter mais recursos para poder realizar plenamente os objetivos alinhados nos projetos. Torcemos para que a crise econômica diminua em 2018, para que a parcela de recursos dedicada à Ciência e à Tecnologia aumente e retome os níveis de cinco anos atrás.