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Pesquisa de cientistas do INNT sugere que óleo de peixe pode melhorar condição de epilépticos

25/11/2017

Murilo Lobo Braga

A morte súbita é uma das maiores causas de óbitos em pacientes com epilepsia. Com origens ainda desconhecidas, estuda-se que o fenômeno se dá por arritmias cardíacas e asfixia. Os pesquisadores do INNT Esper Cavalheiro e Antônio Carlos Almeida se debruçaram sobre a questão e, junto a outros sete cientistas, fizeram uma descoberta sobre o tema.

Aparentemente, o consumo de óleo de peixe teria um benefício relacionado à ação anti-inflamatória da epilepsia crônica. Em artigo publicado no periódico Frontiers in Neurology, os autores explicam que a inflamação está ligada tanto à arritmia quanto à própria epilepsia, e uma proteína específica (a interleucina 6) é quem colabora para a manutenção do estado inflamatório.

Em estudo anterior, o grupo já havia publicado, pioneiramente, que os níveis de interleucina 6 eram maiores nos corações de ratos epilépticos. No artigo atual, os cientistas revelam que os ratos tratados a longo prazo com óleo de peixe mostraram uma redução da proteína, o que sugere uma proteção anti-inflamatória.

A conclusão vai ao encontro de uma hipótese constantemente documentada na ciência: a de que o ômega 3 (tipo específico de gordura muito encontrado em óleo de peixe) tem efeitos benéficos anti-inflamatórios em pacientes com doenças crônicas. Os mecanismos do impacto do óleo na redução da interleucina 6, no entanto, ainda são desconhecidos.

Leia a íntegra do artigo (em inglês).